Em minha última palestra, realizada na Feira do Empreendedor, promovida pelo Sebrae-PI, de 19 a 23/12/08, conversei com uma pequena platéia de 50 pessoas, oportunidade em que pude expor minha percepção sobre esse instigante tema - marketing viral - que a cada dia se torna mais relevante no mundo empresarial, na promoção de produtos e/ou marcas e que também está mudando o conceito e a forma de atuação das agências de publicidade, as quais podem até ter o seu futuro comprometido se não souberem lidar com essa inovação tecnológica.
Na verdade, essa abordagem de ameaça das agências não é excluvidade minha, mas de diversos outros autores e estudiosos da evolução da internet nos negócios, uma vez que as mídias tradicionais estão perdendo espaço e precisam aprender a lidar com essa nova realidade. Conrado Adolpho Vaz, que é uma dessas autoridades no assunto, em seu fantástico livro Google Marketing, alerta para essa possibilidade da inutilidade de agências que não “abrirem o olho” para uma tecnologia relativamente simples, mas que precisa ser estudada e praticada na linguagem do consumidor.
O objetivo central da palestra foi exatamente fazer com que os presentes tivessem a exata noção da importância do marketing viral na vida das organizações ou de empreendedores individuais que pretendam fazer com que a sua idéia caia na boca do seu possível cliente. Nessa direção deixamos muito claro que enviar e-mail de forma desordenada não significa, nem de longe, marketing viral. Pelo contrário, essa prática é nociva à imagem da organziação que o pratica e até mesmo afasta potenciais clientes. O marketing viral é algo onde está explicita a permissão por parte de quem recebe a mensagem e, aprovando o seu conteúdo, começa a divulgá-la a outras pessoas. Spam não é marketing viral, é desrespeito.
A origem do marketing viral, em termos práticos, é o e-mail marketing, ou seja, mensagens autorizadas que levam ao potencial consumidor, a informação que gera valor e cria nele motivação para consumir e anunciar para outros. Essa divulgação gratuita é que, efetivamente, representa o marketing viral.
Empresas do mundo inteiro, de qualquer porte, estão levando a sério essa ferramenta. Basta fazer uma busca de vídeo, no nome Coca-Cola, e perceber o quanto ela valoriza isso. Um vídeo denominado “The Mouth” (A Boca) mostra nada mais do que uma pessoa filmando sua boca com o seu celular em close e, ao final, virando uma garrafa do refrigerante expressando prazer. Será que essa marca precisa disso, já que é tão conhecida? Precisa tanto que usa, apesar de investir nas mídias tradicionais. À medida que os admiradores da marca têm acesso, divulgam para outras pessoas. O resultado? A continuidade da marca e o consequente consumo.
Portanto, pensemos nesse instrumento definitivo com uma eficaz e competente forma de surpreender o mercado, nesse momento em que poucos acreditam na sua efetividade. Sair na frente em tecnologia também é empreendedorismo.
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